sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Sobre a competição

Ser-se competitivo é uma característica inerente à grande parte dos seres humanos. Nós somos, por natureza, competitivos e gostamos de ganhar todos os jogos que participamos, de tirar as melhores notas ou de sermos os melhores em algum desporto. Faz parte. Comparamos a nossa prestação com a prestação dos outros, e tentamos sempre melhorar algum aspeto que nos tenha prejudicado o desempenho. 

De uma forma geral, eu considero que ser competitivo é bom. Faz-nos sempre dar o máximo em todas as situações e faz-nos, de igual modo, evoluir. Contudo, é necessário termos noção de quando parar. É muito fácil ficarmos obcecados com determinado objetivo e fazermos de tudo para o atingir, independentemente das opções que temos que tomar. É demasiado fácil ficarmos cegos pela ambição de sermos sempre os melhores que começamos a desrespeitar quem começa a cruzar-se nesse caminho. E esta é a fronteira que separa a competitividade da competição pura e dura. 

Nos últimos tempos, tenho-me deparado com algumas situações de competição que me têm deixado completamente chocada. Tenho assistido a atitudes que chegam a atingir o ridículo. Tudo para tentarem ser sempre os melhores. Começo a pensar que há pessoas que são capazes de tudo para ultrapassarem os outros. Capazes de os prejudicar sem qualquer tipo de remorsos. E isto assusta-me. Se numa situação académica acontece isto, como serão estas pessoas no mercado de trabalho onde estão em jogo dinheiro ou promoções? Assusta, certo? Pois, a mim também. Já não é só tentarem ser melhores, é ultrapassar todos os limites da decência e respeito pelo próximo. 

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Dunkirk (2017)

No seguimento da publicação anterior, hoje venho-vos falar do filme que optámos por ver na noite fria de sábado. Eu adoro ver filmes de guerra. Não me interpretem mal: faz-me imensa confusão ver pessoas a morrer, e saber que aquilo aconteceu na realidade, mas ao mesmo tempo gosto de aprender sempre mais acerca dos assustadores e arrepiantes momentos da nossa História enquanto humanidade. Das duas grandes guerras mundiais que aconteceram, eu interesso-me e direciono-me mais para filmes que retratem a segunda devido às atrocidades cometidas. Contudo, não me foco apenas na temática do Holocausto e procuro entender mais acerca das batalhas e momentos mais conhecidos da História. 

Embora tenhamos aprendido na escola acerca das principais motivações que conduziram às grandes guerras, nunca nos são revelados pormenores das mesmas. Deste modo, existem vários filmes que vêm mostrar acontecimentos importantes da época. E Dunkirk é, precisamente, um desses filmes. 

Retratado em Dunkirk, França, este filme mostra-nos a evaquação que houve de cerca de 400 mil soldados britânicos que se encontravam cercados por soldados alemães nestas praias. Christopher Nolan (escritor e produtor do filme) conta-nos esta história sob três perspetivas distintas: terra, mar e água, apresentando as diferentes personagens constituintes em três espaços temporais igualmente distintos, sendo que com o desenrolar do filme estes diferentes momentos se vão cruzando. Com o mínimo de diálogo possível, este filme acaba por ser surpreendente pela forma como nos vai mostrando as diferentes perspetivas desta evacuação, e por todos os ensinamentos inerentes à mesma. 

Dunkirk choca pelas expressões marcadas nas caras dos soldados, pelos momentos de aflição por não conseguirem ser resgatados em algumas tentativas, pela desesperada tentativa de voltar para casa e pelo medo de serem vistos como cobardes por abandonarem uma batalha. Para os britânicos, nunca antes atravessar o Canal da Mancha fora tão difícil devido a todos os esforços alemães para sabotarem esta missão, e, por isso, a angústia e luta pela sobrevivência são dois dos focos desta longa metragem. Esta retrata, de igual modo, a perseverança e determinação de muitos civis e soldados para conseguirem salvar o maior número de pessoas possível, dadas as condições.

Terminei de ver o filme com imensa de vontade de ver e saber mais acerca da história. Não digo que foi um dos melhores filmes que já vi, mas marcou-me, sem dúvida, pela diferença. As personagens são interessantes e revelam características bastante curiosas, e os atores fazem um excelente trabalho. A banda sonora é arrepiante e o desenrolar dos acontecimentos deixa-nos completamente colados ao ecrã. É, sem dúvida, um filme que quero imenso rever. 

sábado, 9 de dezembro de 2017

Hoje é noite de cinema, num sofá, agarradinha a ele. Haverá plano melhor do que este? 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

TAG - Christmas Time

A Maria, do Blogue From the Inside, e a Diana, do Ela Entre Eles nomearam-me para esta Tag de Natal e eu não podia ter ficado mais contente. Primeiro, porque acho que faz todo o sentido existir este tipo de Tags numa época tão maravilhosa como esta. E segundo, porque eu adoro lê-las. Por isso, obrigada meninas pela nomeação!

Esta Tag consiste, assim, em responder a um conjunto de questões sobre a Época Natalícia, e posteriormente nomear 7 bloggers para responderem também. Por isso, aqui vão as minhas respostas:

1. Qual o teu filme de Natal preferido?
O meu filme preferido de Natal é, sem sombra de dúvidas, o Sozinho em Casa. Qualquer um deles. Nunca me canso de ver esses filmes, e só é verdadeiramente Natal quando vejo pelo menos um. Faz parte.

2. Onde costumas passar o Natal?
Costumo passar o Natal sempre com família. Ultimamente tenho passado sempre em casa de uma tia.

3. Qual é a tua música de Natal preferida?
Tenho várias. A Last Christmas é capaz de ser uma das que mais me toca, porque já a cantei numa das festas de Natal do meu básico (sim, eu costumava cantar, agora canto muito mal!). E, desde aí, marcou-me. Não consigo passar um Natal sem a ouvir.

4. Abres os presentes na véspera de Natal?
Tecnicamente não. Costumo abrir a partir da meia noite, por isso já é considerado dia de Natal. Nunca conseguiria esperar até de manhã para abrir os presentes. Sempre abrimos depois da meia noite.

5. Por que tradições estás mais ansiosa neste Natal?
Por tudo! Pôr a mesa, conversar em família, abrir os presentes, preparar os doces. Tudo no Natal é cheio de magia, para mim. 

6. Tens uma árvore de Natal verdadeira ou falsa?
Falsa. Sempre tivemos falsa, e acho que é o que faz mais sentido. É pequena, mas é uma árvore muito especial. Tão cedo não compramos outra. 

7. Qual o teu doce/comida preferida de Natal?
Adoro (quase) todos os doces de Natal, desde os sonhos às rabanadas. E só me sabem bem nesta altura. Em relação à comida, as batatas cozidas com bacalhau não podem falhar. 

8. Sê honesto, preferes dar ou receber presentes?
Ambos. Eu adoro receber presentes (quem é que não gosta?), mas também adoro oferecer. Perco algum tempo a pensar naquilo que vou dar, e sou bastante cuidadosa a escolher. Só ofereço às pessoas mais chegadas e, por isso, compro com um cuidado e carinho maior. 

9. Qual foi o melhor presente que recebeste?
Recebo sempre o melhor presente todos os anos: um postal de Natal do meu irmão. Há quatro anos que não estamos juntos nesta época tão especial, por isso ler as palavras dele neste dia é o melhor presente que poderia alguma vez receber (isso e a videochamada que fazemos sempre!).

10. Qual o teu lugar de sonho para passar o Natal?
Não tenho um lugar de sonho, para ser sincera. Só gostava de o passar com o meu irmão. Talvez em casa dele, com neve. 

11. Momento mais memorável das férias de Natal?
Fartei-me de pensar para esta pergunta. Não me recordo de alguma vez ter acontecido alguma coisa extraordinária nesta altura. Sei que, para mim, as férias de Natal têm sido sinónimo de muito estudo por causa dos exames em janeiro.

12. Como é que soubeste a verdade sobre o Pai Natal?
Não me lembro! É triste, mas não me lembro mesmo! Eu lembro-me de acreditar no Pai Natal, e lembro-me de não acreditar em criança, mas não me lembro se fiquei chocada, ou como aconteceu. Não sei porquê, mas não me lembro mesmo, nem sei quando aconteceu.

13. És uma pro a embrulhar ou um fail completo?
Eu gostava de ser tão pro a embrulhar presentes como a minha mãe, mas não embrulho assim tão mal. Confesso que até tenho jeito para a coisa - e já embrulhei uma trotinete! -, mas sou um bocado trapalhona. 

Convido, assim, todos os meus leitores com blogue a participarem nesta Tag. Eu sei que era suposto nomear 7, mas faço questão que quem quiser participar, que participe à vontade. E, mais uma vez, obrigada às duas pela nomeação!

Hot Fuzz (2007)

Vi o Hot Fuzz numa daquelas noites muito frias completamente embrulhada numa manta - e com um leite creme quentinho pelo meio. Este não era, de todo, o filme que pretendia ver, mas a minha companhia garantiu-me um final improvável, alguma ação e muito riso à mistura: e não estava enganada!

Este filme retrata a história do melhor polícia londrino: aquele com melhor desempenho nos treinos, com maior número de detenções e maior eficiência das operações. A vida parece perfeita para Nicholas Angels, até que este é transferido para uma pequena localidade, onde toda a gente conhece toda a gente, e onde os próprios polícias desconhecem o que é ser verdadeiramente um polícia. Como lidará o top da sua classe a uma realidade assim? 

Confesso que não esperava muito deste filme. Sabia que era um filme de ação polícial que proporciona algumas gargalhadas, e nem assim fiquei com grandes expectativas. Mas o filme foi, de facto surpreendente. Bastante imprevisível até. Cheguei ao final completamente parva com o desenrolar da história, sem nunca perder a oportunidade de soltar uma gargalhada ou outra. É um bom filme para entreter, sem dúvida. 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017


A árvore de Natal está montada, as decorações espalham-se pela casa, e os presentes já estão na sua maioria comprados. Agora sim, já cheira a Natal!

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Novembro de 2017

Novembro foi, para mim, um mês que passou a voar. Ainda parece que foi ontem que começou, e estava eu a delimitar as datas todas para o meu estudo/trabalhos, quando, de repente, o mês termina e eu me apercebo de que não consegui cumprir os meus objetivos. Sinto que cada semana voou a uma velocidade incrível, e sempre que estava de fim-de-semana, a adiantar as coisas, o tempo não me chegava. Sou só eu que fiquei com esta sensação ou foi geral? 

Ainda assim, sinto que aproveitei bastante este mês. Embora tenha passeado muitíssimo pouco, fui muito feliz ao lado das minhas pessoas e dediquei-me por completo à minha proposta de dissertação. Foi, desta forma, um mês muito produtivo. Contudo, também foi um mês em que me deixei ir abaixo e voltei a ter algumas inseguranças que já tinham desaparecido há algum tempo. Mas faz parte. Deixo-vos, aqui, os momentos que mais me marcaram neste mês de novembro.