Eu sempre tive um grupo de melhores amigos bastante reduzido. Tive amigos, muitos colegas de turma, mas poucos eram aqueles em quem confiava totalmente e me conheciam verdadeiramente. Isto não implica que sejamos pessoas diferentes quando estamos com alguém mais distante, mas sim que conseguimos estar completamente à vontade e abrimo-nos mais com as nossas pessoas - são relações diferentes.
Ao longo da minha vida, contei sempre pelos dedos de uma mão os meus melhores amigos. Ainda hoje conto. Apanhei imensas desilusões e, como tal, confesso que fiquei escaldada e dou por mim a ser mais reservada quando conheço novas pessoas. É normal, diria eu. Sempre me importei mais com a qualidade das minhas relações ao invés da quantidade.
Deste modo, de entre o meu grupo de melhores amigos, as duas pessoas mais chegadas a mim foram de Erasmus para dois países completamente diferentes. Embora fizesse parte dos meus planos, infelizmente não vou ter a oportunidade de visitar nenhuma delas, e hoje, passados 2 meses desde a última vez que as vi, estou a morrer de saudades. É difícil manter conversas com fusos horários diferentes, e sinto falta de as ter na minha rotina. Apesar de não as ver com a frequência com que gostaria, sabia que ambas estavam à distância de apenas um telefonema, enquanto que agora são milhares os quilómetros que nos separam.
Gostava de dizer que não custa, que está a passar rápido e que não me importo de as ter longe, mas estaria a mentir. Eu tenho imensas saudades delas e, mesmo sabendo que estão a ter a experiência da vida delas, não deixo de querer estar com ambas. Elas são as minhas pessoas, e eu quero-as perto de mim. Mas, simultaneamente, quero deixá-las voar mais alto.
Não vejo a hora de vocês voltarem...
